27, 28 and 29 Aprill
futsalnationscup2007
   WOMEN´S /// LAGOA (ALGARVE) PORTUGAL

 


ANTEVISÃO :
: TRANMERE / SABESP

Aparentemente, com cinco vitórias na Taça do Brasil, esperava-se que as brasileiras do SABESP de S. Paulo, assumissem sem hesitar o seu favoritismo no encontro com as inglesas do Tranmere Victoria.

Mas são treinadas por uma senhora do futsal, a reputadíssima treinadora brasileira Maria Cristina Oliveira - a primeira a convidada para técnica da selecção do País irmão – que com a sua experiência encara todos os jogos com a seriedade que se exige a quem faz trabalho sério, daí que não nos surpreendesse ao afirmar:

-“Algumas das meninas não tem experiência internacional, embora tenham uma grande técnica, capazes portanto de proporcionar um bom espectáculo de futsal, especialmente se ultrapassarem a responsabilidade que sentem por participar num torneio deste nível”.

Sobre o jogo de abertura da I Taça das Nações de Futsal Feminino, aí Cris Oliveira especificou que “apreciando a qualidade da organização do torneio há que interiorizar que, a este nível não há jogos fáceis e, apesar das nossas adversárias serem uma incógnita, temos de jogar com a ideia que as nossas adversárias também tem objectivos”.

Fabiani, de 19 anos, que joga fixa ou como ala, confirmou a técnica da sua equipa, esclarecendo que “embora saibamos que a nossa equipa teoricamente seja melhor, vamos respeitar as inglesas e jogar por forma a sairmos do campo com os três pontos”.

Determinada, a jovem cearense do SABESP de S. Paulo, conclui dizendo que “nunca disputei uma partida internacional, mas venho determinada a mostrar o meu futebol e quero ajudar as minhas colegas de forma a sairmos de Portugal com o título.”

Jay Corran, o técnico da equipa feminina do Tranmere, reconhece que a sua equipa está limitada - “não temos grandes expectativas para o torneio porque conhecemos as nossas limitações.”

Mostrando respeito pelas adversárias, Jay acrescentou que “queremos competir e aprender e tirarmos lições para o futuro”.

-“As nossas raparigas são provenientes do futebol de onze, são inexperientes em futsal, em particular a este nível, mas o convite para participarmos deu-nos a oportunidade de observarmos o que há de melhor no mundo do futsal e esperamos melhorar como equipa”- concluiu o jovem treinador inglês.

A “capitã” da equipa e uma das suas melhores praticantes, Lynsey Mckay, reconheceu que “somos inexperientes e estamos satisfeitas com o convite e esperamos ter a oportunidade de aprender praticando o nosso melhor futebol com equipas que reconhecemos serem de alto nível.

Reconhecendo a valia das adversárias, Lynsey disse-nos, a concluir que “vamos dar o nosso melhor, até no aspecto de aumentarmos o nosso espírito de equipa”.


ANTEVISÃO :
: BENFICA / MÓSTOLES

Vera Bettencourt, treinadora do Benfica começou por dizer, a propósito da I Taça das Nações de Futsal feminino do encontro da sua equipa com a Tecnocasa Mostóles, “que é preciso muita coragem para levar a cabo uma competição como esta, quando há tantos entraves ao desporto feminino em Portugal”.

-“A tal igualdade entre géneros, de que a própria constituição portuguesa estabelece, acaba por necessitar de uma luta constante, dia a dia, sendo tempo de as entidades que supervisionam o desporto, começarem a olhar de outra forma as praticantes das diversas modalidades e, em particular do futsal, já que, por nosso lado, trabalhámos o suficiente – e vamos continuar a trabalhar – pela imagem desportiva do nosso País”- defendeu a treinadora da principal equipa feminina do futsal nacional.

Espero que a qualidade do Benfica, que dá a cara pelo futsal português, mas também a qualidade de organização da modalidade, demonstrada por este evento, constitua uma chamada de atenção para a necessidade que apontei”– disse-nos ainda Vera Bettencourt, concluindo o seu raciocínio acrescentando que “faz mais este torneio pela modalidade em Portugal do que as entidades oficiais tem feito por ela nos últimos anos”.

Quanto à participação do torneio em si, a treinadora da equipa da Luz disse-nos “não haver vitórias morais, pelo que a vitória é o objectivo, não só no encontro com o Mostóles, como do próprio torneio”.

Apesar da afirmação anterior, Vera Bettencourt confidenciou-nos que “trocava todas as vitórias que já tivemos - que não são poucas - por um campeonato nacional e a constituição de uma selecção nacional feminina de futsal”.

Já a atleta do Benfica, Catarina Cardoso, considerou “ser bastante importante para a nossa equipa participar na I Taça das Nações, porque, seguramente, será o grande impulso para a consolidação da modalidade em Portugal”.

-“É de dar aos parabéns à Kebrostress, que tem sido a grande impulsionadora do futsal feminino, pela organização desta Taça, que mostra, uma vez por todas, que há a possibilidade de se organizar torneios internacionais em Portugal, porque temos quem organize e quem deseja e tem nível para neles participar, já que, por agora, são limitadas as competições que nos permitam aumentar a nossa competitividade” – explicou Catarina, que quanto ao jogo com as espanholas do Mostóles, considerou o seu desfecho uma incógnita já que “as equipas se conhecem, disputaram recentemente a I Taça Ibérica, ganha por nós, mas onde as nossas adversárias se bateram de igual para igual, terão vontade de nos vencer, mas vão enfrentar um Benfica igual a si mesmo, isto é, uma equipa que entra sempre em campo com vontade de ganhar.”

Por seu lado, Angel Saiz, treinador do Tecnocasa Mostóles, depois de considerar que “vamos jogar num torneio que no futuro poderá ser um verdadeiro campeonato do mundo de equipas femininas e que, embora nesta edição apresente “teams” com culturas e níveis bem diferenciados, contribui – seguramente – para que nas próximas tenhamos uma competição mais intensa e, por isso, melhor para todos” – referiu-se ao jogo com o Benfica nos seguintes termos:

-“Somos os actuais campeões de Espanha e queremos mostrar que somos muito bons, embora tenha de reconhecer que o jogo de hoje é com uma adversária que conhecemos e reconhecemos ser de muito valor, talvez o mais difícil, até porque quem ganhar pode disputar a final” – concluiu o técnico espanhol

Já para a “capitã” espanhola, Mamen, “num torneio importante para futsal feminino, e que merece ser reproduzido para bem da modalidade, cabe-nos defrontar uma adversária complicada, mas vamos fazer todos os possíveis para ganhar e, creio, hoje o público vai ter a oportunidade de ver um grande jogo de futsal feminino”.

 

ANTEVISÃO :: SABESP / FUN LADIES

-“Este vai ser um jogo bastante mais equilibrado que o de ontem” – reconheceu Cris Oliveira, a técnica da equipa paulista do SABESP, referindo-se à partida com as japonesas do Fun Ladies, acrescentando – “até porque as nipónicas tem jogadoras que conhecemos e sabemos que evoluiram muito nos últimos anos”.

E não é por acaso que a técnica fez esta afirmação pois ”inclusivé, há jogadoras adversárias de hoje, que estagiaram há quatro anos no Brasil, assim como o técnico.”.

Este último, Niino, confirmou a ideia anterior confidenciando-nos que “vai ser um jogo difícil e vimos jogar para ganhar, com um alto grau de motivação, face à adversária de hoje”.

-“As minhas jogadoras conhecem o futsal brasileiro, tal como eu e acho que entre as consagradas como a jogadora Fujita ou mesmo entre as revelações, como Nagagima, o desejo é igual, isto é, jogar de igual para igual e para vencer”.

 

ANTEVISÃO :: BENFICA / MÜNSTER

-“Ganhar este encontro, bem como ganhar o próximo, assegurando o terceiro posto da classificação é o nosso actual objectivo” – confidenciou-nos já refeita do desaire frente ao Mostóles, concluindo”só o facto de estarmos aqui constitui uma vitória e a vida continua”.

Laura Riesenbeck, “capitã” da equipa do UFC Munster, que divide a orientação da equipa com Heike Sternberg, não teve dúvidas em reconhecer que “o Benfica é melhor, mas vamos tentar defender um resultado que não nos envergonhe”.

Com uma modéstia reveladora de “fair-play”, Heike concluiu o raciocínio da colega adiantando tratar-se “de uma grande experiência para nós defrontarmos o Benfica, com quem esperamos aprender neste jogo”.

TREINADORAS DE CLASSE

Metade das equipas presentes na I Taça das Nações, apresentaram-se sob a orientação feminina.

Uma, a UFC Munster, por impedimento do respectivo técnico Georg Von Coelln retido na Alemanha devido a doença, com as jogadoras Laura Riesenbeck e Heike Sternberg a ocuparem-se da função com a dificuldade normal da inexperiência e dificuldade de “leitura de jogo” resultante de, por vezes, estarem as duas em campo. Souberam, contudo, tirarem as ilacções necessárias dos jogos frente ao Benfica e Mostóles, para montarem o dispositivo táctico que lhes permitiu vencer as inglesas do Tranmere Victória.

Já o Benfica e as brasileiras do SABESP de S.Paulo tem à sua frente duas senhoras do futsal, Vera Bettencourt e Cristina Oliveira.

E, quando usamos o termo senhoras, queremos mesmo salientar a classe – para além dos conhecimentos técnicos sobejamente reconhecidos – que dão prova dentro e fora do recinto de jogo.

 

ANTEVISÃO :: FUN LADIES / TRANMERE

Para Jay Corran, o técnico inglês do Tranmere, o que tinha aprendido no dia anterior frente ao SABESP tinha sido importante já que ”hoje vamos ser mais defensivos e não tentar jogar respondendo ao nosso adversário de igual para igual como fizemos ontem”.

-“O jogo de hoje, com um adversário bem mais forte do que nós vai servir também para acrescentarmos experiência ao nosso futsal, por forma a, amanhã, estarmos em melhores condições para enfrentarmos um adversário da nossa igualha (UFC Munster)” – concluiu Jay Corran.

O técnico nipónico, Niino, por seu lado, não escondeu o favoritismo das Fun Ladies, “jogar descontraidamente e preparar o nosso jogo de amanhã (a discussão do 3º lugar com o Benfica), é o nosso objectivo para hoje, para além de obtermos uma exibição e resultado que recupere psicologicamente as minhas jogadoras do jogo de hoje de manhã ( também com o SABESP), que elas sentiram que podiam ter ganho, mas, infelizmente, não aconteceu”.

 

ANTEVISÃO :: UFC MÜNSTER / MÓSTOLES

Angel Saiz, expressou a sua confiança num bom resultado no jogo frente às alemãs porque “o resultado do Munster frente ao Benfica diz-nos que é uma equipa acessível, mas com quem temos de jogar com todo o respeito, como sempre fazemos.”

No entanto, o técnico espanhol explanou outras ideias para o encontro:

-“Num jogo há vários objectivos para além da vitória, como por exemplo, no caso deste, recuperarmos a condição física para o jogo de amanhã, assegurando que estaremos em forma na final e tentar obter o título de melhor marcadora para uma das nossas jogadoras.

Para as jogadoras-treinadoras do Munster, obviamente, a partida com o Mostóles merecia uma observação diferente, sendo o desejo principal de Laura Riesenbeck “que as nossas adversárias sejam tão leais como as do Benfica – o que muito nos satisfez – já que o desgaste físico a que hoje estamos a ser submetidas – enfrentando as duas equipas ibéricas que nos superam tecnicamente – poderá ser fatal para o nosso objectivo de vitória no jogo de amanhã com o Tranmere e, assim, obtermos o 5º posto da Geral".

Heike Sternberg, não deixou de nos confidenciar um último objectivo: "marcar um golo a uma das guarda-redes espanholas - uma honra para as germânicas - por as considerarem as melhores do torneio naquele posto".

BENFICA: A grandeza não está apenas nas vitórias

Naturalmente que para a maioria dos adeptos do desporto em geral e dos benfiquistas em particular, os títulos e o número de adeptos e de sócios, são os motivos de orgulho do clube da Luz.

Contudo, a grandeza de um clube desportivo pode ter outras medidas.

Salientamos um gesto dos responsáveis do futsal feminino do Benfica – que muito diz do “fair-play” da equipa da Luz e que deve ser apanágio de qualquer grande clube – que, ao aperceberem-se que as comitivas do Tranmere e do UFC Munster não incluíam fisioterapeuta, ofereceram os préstimos de Rui (fisioterapeuta), para a eventualidade de as suas adversárias necessitarem de recuperação.

 

ANTEVISÃO :: UFC MÜNSTER / TRANMEREES

-“Estamos relaxados e confiantes para o jogo de hoje com as alemãs. Em ambos os lados há mais experiência em Futebol de onze e nós temos a vantagem de sermos mais equipa, temos um melhor lote de suplentes e julgamos que estamos em vantagem por isso” – confiava Jay Corran, o técnico inglês, antes da partida com o UFC Munster, e confiante concluiu que “o 5º lugar é, sem dúvida, o nosso objectivo”.

Para Heyke Sternberg, uma das jogadoras-treinadoras do Munster, “ontem foi um dia duro para nós, com partidas em que enfrentámos – Benfica e Mostóles – duas das mais bem preparadas técnica e fisicamente que disputam esta Taça, um calendário que talvez mais nenhuma outra equipa fez face, mas resta-nos a vontade de vencer.”

Laura Riesenbeck, a outra responsável, mostrou-se igualmente convicta das possibilidades de vitória da sua equipa complementando a sua colega com a afirmação:

-“Estamos desgastadas fisicamente, mas descansámos durante a noite e os cuidados que recebemos do fisioterapeuta do Benfica – que agradecemos – permite-nos confiar que vamos vencer este jogo final.”

OS GÉMEOS INGLESES

Um dos problemas maiores que se coloca aos jornalistas em serviço nesta Taça das Nações é saber, quando se aproxima da equipa inglesa do Tranmere Victória, é saber se se está a falar com o treinador ou com o preparador físico.

É que estes, Jay e Mike Corran, são gémeos idênticos, mas a simpatia e disponibilidade de ambos, sempre ajudou a resolver o problema e, vamos acreditar, nunca trocaram as credenciais…

 

ANTEVISÃO :: SL BENFICA / FUN LADIES

-“Seria bom jogar para o título mas, estar aqui já é muito bom, tendo em conta que alguém tinha de ganhar e nós não fomos felizes no último jogo, além de que as nossas adversárias foram melhores, apresentaram-se bem organizadas, pelo que a equipa técnica só tem de agradecer o esforço das atletas e pedir-lhes um último fôlego para o jogo de hoje” – com estas palavras, Vera Bettencourt, técnica do Benfica resumiu o que esperava da sua equipa para a disputa do 3º lugar.

Elizabeth Alves, uma das jogadoras da Equipa da Luz declarou a propósito da I Taça das Nações de Futsal para clubes femininos, “que todas as iniciativas deste nível, só podem resultar no desenvolvimento da modalidade e das suas praticantes”.

-“Gostei muito das equipas do Brasil e do Japão e, o nosso último encontro com as Fun Ladies vai ser difícil, por elas serem rápidas e só a falta de experiência competitiva a este nível as conduziu à derrota com a SABESP, pois são rápidas, tem disciplina táctica e uma boa técnica individual, mas acredito também no valor das minhas colegas e estou certa de que as vamos derrotar" – concluiu a benfiquista.

Já para a “guardiã ” Tânia Marques, “jogar neste torneio é muito importante para qualquer equipa e jogadora, quer pelo nível evidenciado pela generalidade das participantes, quer pelo nível organizativo patenteado”- concluindo – “é um “empurrão enorme para o futsal feminino em Portugal que, esperamos, contribua para o desenvolvimento e apoio que a modalidade precisa no nosso País”.

Pelo lado japonês, ouvimos o técnico da equipa, Niino, que nos confidenciou que “as meninas estão com vontade de lutar pelo 3º lugar, uma vez que não conseguiram disputar a final”

Quanto à táctica, o técnico das Fun Ladies foi peremptório: “Nós vamos jogar como treinamos, fazendo um jogo de igual para igual, de trás para a frente, respeitando o adversário mas tendo a vitória como objectivo”.

A consagrada jogadora nº 10, Fujita, considerou “muito interessante a participação das Fun Ladies na I Taça das Nações, porque, no seu conjunto, as jogadoras nunca tinham participado num torneio fora do País.”

-“Gostei muito das equipas portuguesa e espanhola, que são muito boas, quer individualmente, quer colectivamente, no entanto, quero – queremos – ganhar ao Benfica”- concluiu Fujita.

 

ANTEVISÃO :: SABESP / MÓSTOLES

Para a Prof. Cristina Oliveira, treinadora da equipa brasileira da SABESP, de S. Paulo, é um orgulho “estar nesta final, que foi para o que trabalhámos e temos renovado o nosso “team”.

-“Só temos pena que não seja com as nossas “irmãs” do Benfica, mas, claro, que vamos jogar para ganhar, embora tenhamos consciência de que tudo pode acontecer num jogo destes”- assegurou a nossa entrevistada.

Para a guarda-redes Laís, “o encontro vai ser equilibrado, difícil mesmo, que ambas as equipas vão tentar ganhar”.

Sobre o torneio, Laís pronunciou-se da seguinte forma:

-“É uma grande satisfação participar na I Taça das Nações, que constitui uma grande ajuda ao futsal feminino e a mim, em particular, dá-me a oportunidade de competir com grandes adversárias internacionais, já que a última vez que joguei no estrangeiro foi há 6 anos, em Itália. Posso dizer, por isso, que esta prova é bem mais importante, com um cuidado organizativo de realçar, particularmente, na atenção prestada ao bem-estar das jogadoras e com uma hospitalidade das gentes do Algarve à nossa equipa, que não vou esquecer nunca”.

Angel Saiz, o técnico do Mostóles, começou por evidenciar que “claro que sempre desejámos chegar à final e, agora, a equipa está para ganhar, até porque se trata de um troféu apetecido”.

Quanto à partida em si, o treinador espanhol reconheceu que “tratando-se de duas equipas de alto nível técnico e com força física, espera-se um bom jogo e de difícil previsão quanto ao seu desfecho”.

Natália Flores, a “marcadora de serviço” das espanholas disse-nos que “se é certo que será uma alegria no caso de conquista do troféu de goleadora do torneio, o importante é contribuir para a vitória final da equipa, na Taça mais importante que se disputa no mundo entre equipas femininas”.

Quanto às adversárias, Natália, que já sabia do nível das brasileiras mostrou-se surpreendida com a equipa das Fun Ladies que “se reflecte o valor do futsal feminino japonês, então este é uma potência a ter sempre em conta no futuro”.

A Felicidade de Cris Oliveira

No final do jogo, conquistada a I Taça das Nações em Futsal Feminino pelas brasileiras da SABESP, a sua reputada técnica, Prof. Cristina Oliveira, não escondeu a sua alegria confidenciando-nos que “estou feliz porque trouxe uma equipa renovada e a necessitar de uma experiência internacional deste nível e, tal como ansiava, não falharam perante uma adversária que está, igualmente, de parabéns pelo valor demonstrado, não só neste jogo, mas também ao longo do evento”.

 

AS FIGURAS :: GENERAL ROCHA VIEIRA (Lagoense Ilustre)

Na jornada inaugural da I Taça das Nações de Futsal Feminino em clubes, a disputar-se em Lagoa, esteve na tribuna de honra o General Rocha Vieira, último governador português de Macau, natural de Lagoa, a quem, aliás, o residente da Câmara local concedeu a honra de entregar à que foi considerada a melhor jogadora do primeiro jogo, o respectivo prémio instituído pela Edilidade.

No intervalo da partida, o General Rocha Vieira confessou-nos o seu gosto pelo desporto em geral e pelo futebol e futsal em particular – sucessora do futebol de salão que praticou na juventude – “uma forma ideal de convivência, mas com influência também no comportamento, saúde, na vida, no trabalho em conjunto e uma forma de aprendizagem de como ultrapassar obstáculos e construir o “fair play”.

Mais directamente relacionado com o I Torneio das Nações de Futsal em Femininos, o antigo governante, confidenciou-nos que a iniciativa de Lagoa – em parceria com a Kebrostress – inseria-se “numa linha de acções senvolvidas pela Câmara Municipal local, que tem vindo a oferecer aos lagoenses e seus visitantes, embora, no aso vertente, se trate de algo original que, julgo, vai ter grande sucesso organizativo, pela adesão verificada por parte do público”.

O General Rocha Vieira concluiu, dizendo “o Concelho tem instalações para a prática de diversas modalidades e para a realização de provas de nível internacional como esta e, não sendo esta uma acção isolada como já referi, mostra rande dinamismo do executivo camarário no que respeita à concretização de iniciativas de carácter desportivo, a par de outras já levadas a cabo na área da cultura e do lazer, que merecem o reconhecimento de quantos aqui fazem a sua vida”.

 

AS FIGURAS :: CARLOS DIAS (Dalponte Portugal)

“Podem contar com a DalPonte”, - Assegura Carlos Dias

Carlos Dias, o representante da DalPonte, cuja bola “Skill” foi utilizada na I Taça das Nações de Clubes Femininos, começou por nos dizer que “depois do êxito organizativo da Kebrostress na IV Taça Intercontinental de Futsal Masculinos, disputada no princípio de Abril na vizinha cidade de Portimão, não me surpreendeu o alto nível apresentado por este torneio disputado em Lagoa”.

Quanto aos aspectos técnicos mostrou-se surpreendido pela equipa do Japão, “que emparceirou perfeitamente com o Brasil, Espanha e Portugal, deixando bastante abaixo as restantes”.

-“Este torneio tem de continuar – e fiquei satisfeito com o apoio que lhe vi dar pela Câmara de Lagoa, pela Federação Portuguesa de Futebol e pela Associação de Futebol do Algarve – elevando o seu nível, trazendo equipas que aqui não estiveram presentes nesta primeira edição, mas que passem a encarar esta Taça como uma prova a incluir nos respectivos calendários” – sentenciou Carlos Dias.

O “homem forte” da DalPonte, em Portugal, concluiu que a marca deseja continuar associada no futuro à Taça das Nações de Clubes Femininos e promete continuar a contribuir para o fomento da modalidade em Portugal.

 

AS FIGURAS :: LOUIS HATCH (Delegada da Football Association - England)

Louise Hatch, a inglesa delegada da FA  (Football Association), mostrou-se maravilhada com a experiência vivida em Portugal, “a Taça das Nações de Futsal Feminino é um grande evento, com uma organização cuidada, que muito nos honra em participar”.

-“Tenho a possibilidade de apreciar equipas de alto nível, com grandes valores individuais, quer tecnicamente, quer na capacidade de se integrarem em diferentes tácticas e esperamos que esta experiência nos traga vantagens para o futuro" – reconheceu a delegada inglesa, que se pronunciou igualmente sobre a prestação dos árbitros do seu País, Chris Phillips e Peter Georgiu, que dirigiram o Benfica-Mostoles, entre outros:

-“Foi uma honra que tivessem sido convidados para um torneio deste nível, e apesar da experiência internacional que ambos tem, a partida que lhes coube, entre as equipas ibéricas, não foi nada fácil de dirigir, pela qualidade das praticantes e velocidade de jogo, que implicou cuidada e pronta análise de sucessivas situações de jogo, já que, quer o Benfica, quer o Mostóles, não se coibiram de uma certa utilização do físico, o que obrigou os nossos árbitros a estarem atentos aos contactos.

 

AS FIGURAS :: RUI CORREIA (Vice-Presidente da Câmara Municipal de Lagoa)

Parceria com a Kebrostress é para manter

Rui Correia, vice-presidente da Câmara Municipal de Lagoa foi, conjuntamente com o vereador com o pelouro do desporto desta Edilidade algarvia, Dr Joaquim Cabrita, o mais directo responsável pela colaboração com a Kebrostress na organização da I Taça das Nações de Futsal feminino, pelo que registámos a sua impressão sobre este importante evento:

-“Quero começar por salientar que em termos organizativos, a Kebrostress mostrou um profissionalismo e um “know-how” neste tipo de torneios, que veio corroborar a opinião que já tínhamos sobre a empresa e que nos faz, agora, considerarmos que acertámos na decisão de a escolhermos como parceiros nesta aventura”.

Em termos desportivos, para Rui Correia, a realização desta Taça em Lagoa, “veio de encontro aos objectivos que prosseguimos no nosso Concelho, isto é, apoiar actividades que possam lançar o interesse da nossa população por actividades desportivas que se adequam à nossa dimensão, nomeadamente, o andebol e o futsal.”

Concluindo o seu raciocínio, o vice-presidente da Câmara de Lagoa, declarou:

-“Um torneio deste nível, disputado por equipas femininas insere-se, igualmente, na política concelhia de apoiar e incentivar o desenvolvimento do desporto feminino local que queremos atinja o patamar de praticantes que já possuímos em masculinos”.

Sobre os efeitos que a realização em Lagoa, da I Taça das Nações de Clubes Femininos, Rui Correia é peremptório:

-“Promoveu o Concelho como desejávamos porque sei, por exemplo, que entre familiares das jogadoras que aqui vieram disputar o torneio e mesmo entre os adeptos do futsal que aqui se deslocaram, registaram-se reservas em hotéis locais e, estamos certos de que, entre os elementos das delegações estrangeiras não deixará de haver quem não se tenha impressionado com a oferta turística que constitui Lagoa e, por isso, a população local está de parabéns pela forma como aderiu à prova e acolheu as participantes, já que, como Concelho em que o turismo é de suma importância, não deixaremos todos de beneficiar com esta realização”.

Quanto ao futuro, o vice-presidente da Câmara de Lagoa, foi explícito:

-“Não tenho dúvidas, depois desta experiência, que as nossas relações com a Kebrostress se vão manter e, se por um lado estamos disponíveis para continuar a receber a Taça das Nações em futsal feminino, por outro, estamos abertos a mais propostas deste nosso parceiro.

TROFÉUS ORIGINAIS

Não só os troféus em disputa, colectivos e individuais, mas também as lembranças oferecidas às diferentes delegações, constituem peças únicas e bom gosto.

De barro vidrado, trabalho característico da região, com o logótipo da I Taça das Nações de futsal feminino, não temos dúvida que serão sempre uma recordação viva do alto nível do torneio e da particular atenção que a Câmara Municipal de Lagoa lhe dispensou.

 

AS FIGURAS :: JOSÉ FILIPE (Representante da FPF e responsável pela corrdenação da Arbitragem)

“A arbitragem correspondeu”

Para José Filipe, instrutor de arbitragem da Federação Portuguesa de Futebol, que coordenou a arbitragem da I Taça das Nações em futsal feminino, “o torneio esteve, em termos de organização, ao nível de outros também da responsabilidade da Kebrostress – o mais recente foi IV Taça Intercontinental disputada em Portimão – e constitui um exemplo para todos”.

Sobre o nível competitivo, o dirigente federativo considerou que “exceptuando as representações da Alemanha e da Inglaterra, as equipas tinham todas grande capacidade competitiva, com especial destaque para as japonesas, que constituíram agradável surpresa, por não esperar que tivessem tanta categoria.”

Sobre a arbitragem em si, José Filipe, reconheceu que “independentemente de um ou outro erro, ninguém saiu prejudicado pelas arbitragens e a verdade competitiva foi conseguida”.

Sobre a participação dos dois árbitros ingleses, o coordenador de arbitragem do torneio considerou-as positivas “pela possibilidade de troca de experiências e, em qualquer caso, os nossos colegas da Inglaterra mostraram alguma qualidade, vontade de aprender e, seguramente, levam conhecimentos para o seu país, cujo futsal está agora a dar os primeiros passos”.

 

“Camarários” de Lagoa com espírito de colaboração

Foram muitos os funcionários da Câmara Municipal de Lagoa que colaboraram com a Kebrostress na organização da I Taça das Nações de Futsal feminino, quer nos dois pavilhões utilizados – estes sob a orientação de Jorge Lamy – quer em trabalhos administrativos, quer no transporte das delegações, localmente e de e para os aeroportos de Faro e Lisboa.

Uma colaboração preciosa e sempre com o maior sentido de entrega e profissionalismo, que aqui se realça.

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